Rei Tunga e a ativação da obra Bureaux de Langue no Pivô (2022)

Rei Tunga e a ativação da obra Bureaux de Langue no Pivô (2022)

Em 2022, o artista multicultural e multilíngue Rei Tunga participou da curadoria “Bureaux de Langue”, idealizada pelo artista brasileiro Paulo Nazareth, realizada no espaço Pivô, localizado no icônico Edifício Copan, em São Paulo.

A participação de Rei Tunga não foi apenas simbólica ele foi o responsável pela ativação da obra “Bureaux de Langue”, contribuindo de forma performativa e conceitual para a experiência proposta pela exposição.


Arte, linguagem e diáspora

“Bureaux de Langue” é um projeto que investiga as relações entre linguagem, identidade, migração e poder cultural. A proposta da obra convida o público a refletir sobre como os idiomas constroem pontes ou fronteiras entre indivíduos e territórios.

Nesse contexto, a presença de Rei Tunga foi especialmente significativa. Como artista da diáspora africana, fluente em português, francês, inglês e kitongo, sua trajetória artística dialoga diretamente com os temas centrais da curadoria: deslocamento, pertencimento e intercâmbio cultural.

Sua ativação da obra trouxe uma dimensão viva ao projeto, transformando o espaço expositivo em um ambiente de troca real, onde língua e música se encontraram como ferramentas de conexão.


Pivô e o contexto institucional

Localizado no centro de São Paulo, no Edifício Copan, o Pivô é reconhecido como um dos principais espaços independentes dedicados à arte contemporânea no Brasil. Ao integrar essa programação, Rei Tunga reafirmou sua presença não apenas no cenário musical, mas também no circuito das artes visuais e das práticas interdisciplinares.

Sua atuação em 2022 reforça um aspecto essencial de sua identidade artística: a Afrofusao como conceito que ultrapassa a música e se manifesta também como linguagem cultural e política.


Multiculturalismo como prática artística

A participação na ativação de Bureaux de Langue evidencia o posicionamento de Rei Tunga como artista que opera entre territórios geográficos e simbólicos. Sua prática artística articula música, performance e identidade, consolidando uma trajetória que conecta África, América Latina e o mundo.

Mais do que um músico, Rei Tunga atua como mediador cultural, utilizando a linguagem sonora e verbal como instrumento de diálogo global.